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A Campanha “50 Milhões Desaparecidas” Luta Contra O Genocídio Na Índia

Translated from the original by Nicole Rodrigues

Ao longo de três gerações, cerca de 50 milhões de mulheres foram sistematicamente eliminadas da população da Índia, após tornarem-se um alvo pelo simples fato de serem do sexo feminino. Esse é um dos piores genocídios da história da humanidade e continua a acontecer em silêncio. Na verdade, o termo “desaparecidas” é um eufemismo que o ganhador do prêmio Nobel, o Dr. Amartya Sem, usou em 1986, quando alertou a Índia sobre esses assassinatos em massa, pela primeira vez. Ele havia calculado que havia 37 milhões de mulheres “desaparecidas” no país. Desde então o processo de eliminação de mulheres no país só aumentou.

Os métodos de eliminação de mulheres usados na Índia são muitos e incluem o feticídio feminino, infanticídio, inanição intencionalmente provocada, assassinatos relacionados ao dote e mortalidade materna conseqüente de diversos abortos forçados para evitar que meninas nasçam.

O infanticídio feminino tem origem antiga e histórica na Índia. E continua a ser uma prática comum em muitas regiões rurais do país, principalmente porque é mais barato para as pessoas pobres do meio rural do que o método usado pelas classes mais ricas e educadas em vilas e cidades que usam o aborto selecionado por sexo. Uma parteira recebe apenas $2,50 para matar um bebê recém-nascido (menina). Os bebês são estrangulados, enterrados vivos, afogados em baldes de leite, ou envenenados. Em algumas regiões da Índia essa tarefa é reservada ao pai ou avó paterno da criança.

Inanição intencional e negligencia Muitas meninas que sobreviveram ao nascimento, acabam não sobrevivendo à inanição intencional e negligência da família. Meninas com menos de 5 anos têm uma taxa de mortalidade 40% mais alta do que a dos meninos da mesma idade, e é assim porque seus pais não querem gastar com comida e medicamentos, já que, segundo eles, uma garota não vale a pena o esforço, e o melhor a fazer é deixá-la morrer.

Feticídio feminino se tornou um fenômeno desenfreado na Índia, principalmente entre as classes média e alta.  Embora seja ilegal que médicos revelem o sexo do feto após os exames de ultra-som, cerca de um milhão de fetos do sexo feminino ainda são vítimas do aborto selecionado todos os anos na Índia. Estima-se que esse número chegará a alarmantes 2-5 milhões/ano nos próximos anos.

Mortalidade Materna o fato de as mulheres serem forçadas a engravidarem e abortarem diversas vezes, muitas delas em condições que colocam em risco à sua saúde, para esconderem o potencial nascimento de uma menina, é uma outra razão para a Índia ter a maior taxa de mortalidade materna no mundo. A cada 5 minutos, morre 1 mulher grávida.

Assassinatos relacionados ao dote Também é crescente o número de assassinatos de jovens mulheres casadas relacionados ao dote; mulheres que foram assassinadas porque seus pais não conseguiram continuar cumprindo as exigências da família do marido. Chamados de ‘mortes por dote’, esses assassinatos são cometidos por um grupo de pessoas, e envolve o marido, os sogros, e às vezes, os cunhados. A vítima é encharcada de querosene e uma chama é acesa em falsos ‘acidentes’ de cozinha. Ou é forçada a consumir pílulas para dormir, ou ainda enforcada para então ser chamada de suicida. Muitas mulheres são tão torturadas que são levadas a cometerem suicídio. Estima-se que 25000 mulheres sejam assassinadas dessa maneira todos os anos. As milhares que não morrem, continuam a viver com queimaduras grave por todo o corpo, e com o sentimento de que suas vidas foram destruídas.

Este genocídio ocorre por toda a Índia, entre os analfabetos e educados, os pobres, os de classe médios e os ricos.  Na Índia não existe nenhuma correlação entre o genocídio feminino e a educação, economia, cultura ou religião. Este fenômeno brutal não é o resultado da pobreza, nem da ignorância, mas sim de uma falta extremada de leis, conseqüência da apatia do sistema jurídico e civil do país.

A PETIÇÃO

______________________________________________________________________
Para: O governo da Índia, OHCHR, UNICEF, UNIFEM, UNFPA, CEDAW, ONU e G8.

Nós, abaixo-assinados, condenamos severamente as práticas que levaram à eliminação de milhões de meninas e mulheres da população indiana, e consideramos que o governo da Índia falhou ao não proteger as vidas das cidadãs indianas.

Com base nos direitos humanos, nós demandamos que ações imediatas e efetivas sejam tomadas pelo governo, através da implementação de rápidas medidas capazes de interromper esse genocídio. Nós também insistimos que o governo se comprometa oficialmente a estabelecer um prazo para que as práticas de infanticídio e feticídio feminino, e crimes relacionados ao dote sejam denunciados por hospitais, órgãos do governo, e agências relacionadas ao poder jurídico, e punidos de acordo com as leis vigentes.

Apelamos a todas as organizações internacionais dedicadas aos direitos humanos que se juntem a nós neste esforço para persuadir o governo da Índia a reconhecer e honrar a causa desta petição.

Clique na foto abaixo para assinar a petição

Petição online – Exija ações do governo para acabar com o genocídio de mulheres na Índia

 

  • ON CAUSES (VIA FACEBOOK)

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ABOUT THE TRANSLATOR

Nicole Rodrigues is a professional translator.  She has translated numerous articles and books, and has authored a book of poetry,As Coisas Desse Mundo (The Things of This World). Tradução do inglês para o português (Brasil): Nicole Rodrigues

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